sábado, 29 de maio de 2010

Blame


Nunca agradei todo mundo. Sempre fui meio ovelha negra e nunca amei a pessoa certa e sempre quis quem não me queria ou quem era complicado demais pra me ter. Não é exatamente uma reclamação e sim uma constatação de que meu mundo é complicado demais pras pessoas simples e que nele só cabe o que souber se manifestar ou tiver força bastante pra conseguir driblar tanto medo, amor, confusão, força, atitude. Essa é a palavra. Uma atitude muda muita coisa. Não é aquela na hora do "boom" que dizem ser a hora certa, é a atitude pensada, detalhada, certa. Aquela que não vem acompanhada de um arrependimento logo em seguida. Uma que parte de um coração cheio, entupido de esperança, novidades. Capaz de saber o que eu desejaria ter naquele momento ou em uma fração de segundos me levar as nuvens sem nem me tirar os pés no chão. Me irrita muito saber que tudo depende tanto do social e econômico, a gente está tão aprisionado nesse mundo que até isso atrapalha uma união, até nisso se confunde. Me irrita mais ainda ver o quão racional eu sou, e o quão poeta eu poderia ser e não quero, não posso, e não devo. Em um mundo de Shakespeare, eu estaria amando, matando, ou morrendo, no meu mundo, eu apenas continuo vivendo. Eu estou seca. Não quero perder o que ainda me resta de esperança quanto ao amor e a vida a dois, quanto a família, a pai, mãe, homem, mulher. Mas já nada sei.

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